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Luiz-Olyntho Telles da Silva
INCIDENTES
EM UM ANO BISSEXTO
EDA
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INCIDENTES
EM UM ANO BISSEXTO
pode ser adquirido
através das
livrarias:
CULTURA
f. 51 3028 4033
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por encomenda),
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Opinião
do Leitor
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Av, Mal. Floriano Peixoto, 1762
f. 41 3330 5000
Curitiba - PR
e também com o autor.
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INCIDENTES
EM UM ANO BISSEXTO
foi homenageado com uma mesa redonda
em Recife, no dia 16 de de junho de 2009,
no auditório da Livraria Cultura.
O tema da Mesa foi
A CRIAÇÃO LITERÁRIA
e contou com a participação de
CARLOS EDUARDO
CARVALHEIRA
DULCINEA SANTOS
FÁTIMA QUINTAS*
LOURDES RODRIGUES
RAIMUNDO CARRERO*
_________________________________
*Membros da Academia Pernambucana
de Letras
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INCIDENTES
EM UM
ANO BISSEXTO
foi homenageado
com uma mesa redonda
em São Paulo, no dia
20 de agosto de 2009,
no auditório da Livraria
Cultura Market Place.
Participaram:
ÁLVARO DOMINGUES
ANTONIO DIMAS
DULCINEA SANTOS
LUIZ GALVÃO
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FORTUNA CRÍTICA:
Minha mais sincera admiração
pelo que vem fazendo no âmbito ficção narrativa. Há
grande força inovadora do conto em Incidentes em um ano bissexto.
CÉSAR LEAL
Poeta e Crítico
Cavalieri da Ordem do Mérito da República
da Itália,
por seu estudo sobre Dante.
Recife, setembro de 2009.
Li, com rapidez e prazer, de ponta a
ponta, seu livro "Incidentes em um ano bissexto".
Só posso
dizer uma coisa: desde "A Porta" até os agradecimentos, onde você
fala em Gorki, tudo me caiu de uma golfada só.
Muito bons seus
contos/crônicas, suas valiosas intervenções.
Parabéns!
E parabéns,
também, pelas maravilhosas epígrafes. Como diz António
Mega Ferreira*, numa entrevista ao Jornal de Letras, de Lisboa, um escritor se conhece pelas epígrafes
que escolhe.
Um abraço
grande.
* Jornalista e Escritor português,
nascido em Lisboa, aos 25 de março de 1949.
"Incidentes em um ano bissexto" é
um livro de contos muito especial. A edição é muito
bem cuidada, a capa é muito bonita, cada um dos contos tem uma epígrafe
que nos prepara para apreciá-los mas também que nos instigam
a conhecer outros livros, outras histórias. Luiz-Olyntho havia
me enviado alguns deles anos atrás e lembro-me de ter dito a ele
o quanto havia gostado desta veia ficcional dele. Mas os livros têm
de nos conquistar por si sós, sem a ajuda dos seus autores, por
mais amigos eles sejam do leitor. As histórias são quase sempre
bem curtas, mas não porque lhes faltem fôlego, mas porque
o autor prefere ser conciso e direto, talvez pensando encantar e seduzir
de vez o leitor. Os contos sempre focam um ponto, uma máxima, uma
idéia enfim, e fazem o leitor refletir um tanto sobre o que o autor
está apontando. Há um humor e também uma sacanagem
sutil em quase todos eles, bem como ecos de uma vida mais próxima
do campo, mas deslocada para a infância e a memória de lugares
remotos. Luiz-Olyntho gosta de jogos verbais, mas não apela para
a cousa fácil. Em algumas histórias ele usa a voz feminina
com muita correção. Observa-se também uma preocupação
com o uso das línguas e a precisão que certos termos só
alcançam na acepção original. Luiz-Olyntho não
tem medo de arriscar e em uma das histórias inventa um fantasma
de Machado de Assis a consultar seus originais em uma noite calma. Estou
certo que não apenas os amigos de Luiz-Olyntho hão de se
impressionar com suas histórias. Parabéns meu caro. Belo livro.
Li e reli, saboreando, as letras e os
encantos do Incidente (no conceito de Roland Barthes), mas o de um
ano bissexto, em todos os teus contos. As letras estão desenhadas
com tanta harmonia que em cada conto encontro uma sutileza e uma surpresa.
Encantaram-me as mãos no chapéu e o cheiro do jasmim.
LEONOR
POLONIA
Socióloga
Porto Alegre, maio de 2009
Há uma semana tinha lido o teu
livro de contos. E, nesta tarde, reli algumas passagens. Não
sou esperta em analisar outros gêneros de literatura que não
sejam poesia, mas quando não interrompo a leitura de algum texto,
é porque ele seguramente é bom. Foi o que aconteceu. O
que mais me chamou a atenção é a diversidade de personagens
e paisagens. Sais com facilidade de um cenário para outro e entras
com precisão na epiderme das criaturas ficcionais, dando-lhe
carne. Crias também a “atmosfera” própria ao lugar do
conto, com detalhes primorosos. Escrever bem é um merecimento
de estar no mundo e vivenciá-lo com toda a nossa sensibilidade.
Que posso dizer-te senão que o conto “aquele desgraçado
merecia morrer” serve-me de epígrafe para formular que Luiz-Olyntho
merece escrever.
MARIA CARPI
Poeta,
Advogada e Magistrada estatal
Porto
Alegre, abril de 2009
Quiero felicitarlo por la ternura y la
sabiduría de esos incidentes suyos que hablan de todos a la vez.
CARMEN
RODRIGUEZ
Assistente Social
Montevideo, abril de 2009
Leí Lambda, y lo disfruté
como se disfruta en día de cálido verano una fruta
madura y fresca a la vez, que deja un sabor dulce y tierno en la boca
y cierta nostalgia cuando se termina...
BEATRIZ
DURÓ
Psicoanalista em Montevideo
Abril de 2009
Com que prazer li teu livro, renovando
o apetite a cada novo incidente. Foi como abrir a porta
para novas facetas do amigo. Sempre cambiante entre Vênus e
Cupido,ora quando a primeira pessoa era uma linda mulher, ora quando
alcovitavas algum novo amor. Li a última página com gosto
de quero mais e aguardo novos incidentes, nem que precise esperar
o próximo ano bissexto. Assunto sei que
não te faltará. Começa usando a
cabeça.
RENATO DA ROCHA HECK
Médico
e escritor
Abril
de 2009
Os contos do Luiz-Olyntho caracterizam-se
por uma linguagem poética, quase simbólica, eu diria. E não
é fácil saber a questão da medida, porque muitas vezes
o poeta, ao escrever a narrativa, corre o risco de sobrecarregar o texto
de imagens e a narrativa perder-se. Aqui não, como se vê, por
exemplo, no conto Dilúculo. Está na medida; o poético
entra quando deve entrar.
LUIZ
ANTONIO DE ASSIS BRASIL
Escritor e Professor de Literatura
As palavras acima foram retiradas da entrevista ao autor,
em 22 de abril de 2009,
no programa Letras Nossas da UNITV
Acaso,
o fio condutor nos Incidentes
Incidentes em um ano bissexto é
um livro de contos. São contos que dizem de experiências
vividas num puro e tênue e luminoso acontecer - o Acaso -, delicado
instante em que se dá a revelação. Têm
forma breve, forma significante, tal a forma dos haicais - ela mesma
anunciando os desejos, verdades inscritas em cada palavra, em cada
frase, em cada som que passa pela escrita. São vinte e nove contos
ocorridos num ano bissexto – ano discordante, tempo de nascer: singular,
especial. Para bem o lermos e com ele muito nos deliciarmos, aconselho:
Primeiro, é preciso que com muito cuidado abramos A Porta - O Livro
-, pois não avisados, não bons leitores, seremos sobressaltados
pelo diabo “mignon”... Depois, é preciso, sim, com sabedoria, que
adentremos pelos contos com a mente vazia, para que possamos, por exemplo,
só com os ouvidos de quem sabe ouvir, alcançar aqueles sons
puros - profundos e distantes-, que vêm das Gaivotas de Uluçinar.
É preciso também que estejamos atentos para os estranhos
mundos fantásticos que circulam; entre eles, iremos encontrar,
sentado à mesa da sala de jantar, o nosso escritor, o Machado de
Assis!, teleguiado pelos insinuantes rumores de frufrus sibilantes que
a mente deslocou para cruzar os tempos... Qual Alice, é preciso
sermos capazes de tornarmo-nos - e adolescentes sermos! - para, naquele
remanso diáfano, ver que um dia!, um dia, certa intimidade se criou,
e aí... aí as tetinhas circulares, redondas, de uma gatinha,
em inebriante giro, também se tornaram - uma reta infinita do tempo,
o tempo do amor de que fala o poetinha Vinícius. Também é
preciso termos o coração malandro, matreiro, da criança
- para podermos na cadência sonora, em decrescendo, bem captar o
Oh Oh Oh do Papai Noel, com o qual um certo menino surpreendeu a inesperada
curiosidade de uns lindos olhos azuis... É preciso ainda termos a
alma de Poeta, e, sensíveis, entendermos que aquela cama do pai herdada,
toda ela em carvalho – árvore sagrada de Zeus -, não era simplesmente
a cama do pai herdada... Era a cama do Amor dos começos... É
preciso seguirmos o compasso dos tempos, tempos modernos... E como fazer?
Talvez irmos a Long Beach... É preciso, ainda, que desviemos a sinaleira
na estrada... para vermos que algo humano sinaliza bem mais próximo,
bem mais perto: são olhos num fulgor de alegria... negros, brilham,
radiantes, por algumas moedas. É preciso, ainda, que nós,
leitores, como O Caçador de Contos, juntos a ele, leiamos, em um
papiro dobrado – convenhamos, criminosamente dobrado –, em quatro, um relato,
para não dizer uma confissão, de Amenhotep... Ele deixar-nos-á
compreender o sagrado sentido de uma faraônica iniciação...
E depois de enveredarmos por todos os corredores, por todos os contos,
é preciso, sim, fecharmos o Livro - mas com esta promessa do Autor:
Nova Porta ele nos abrirá...
DULCINEA SANTOS
Escritora e Crítica Literária
Recife, abril de 2009
Incidentes em um ano bissexto
contiene un valioso material. Lo digo por los cuentos que leí,
donde aprecié que escribes muy bien a nivel de la narrativa.
He llegado a entender que el "éxito" de lo artístico,
no se da sino en la coincidencia con un estado del alma de los lectores.
Y ello no tiene que ver necesariamente con la calidad de lo producido.
Desde ese pensamiento, es necesario poner al hijo en la vida,
luego se verá si nació en el tiempo adecuado y si la sociedad
lo puede apreciar. Mis felicitaciones.
RICARDO
LANDEIRA
Psicoanalista en Montevideo
Marzo de 2009.
Luiz-Olyntho tem uma qualidade que,
na verdade, é indispensável a qualquer escritor: o domínio
da história. Pode-se fazer a maior revolução na
narrativa, mas é preciso saber contar a história. Depois
faça a revolução que achar necessário.
Criado o clima narrativo, o autor deste livro trabalha
os personagens através de um narrador onisciente que, emocionalmente,
também se envolve com eles, na maioria das vezes em primeira
pessoa. Este é um dado curioso: o da narrativa em primeira
pessoa que dá ao conto um tom de testemunho. Quase de verdade.
Ou de verdade mesmo?
Assim, tenho o prazer de recomendar a leitura, sobretudo de
"A visita", onde o narrador faz uma reflexão da própria
maneira de escrever. Aliás, ele e Machado de Assis. Juntos".
RAIMUNDO CARRERO
Da Academia Pernambucana de Letras.
Recife, março de 2009
Li os contos de Incidentes em um Ano
Bissexto, um após o outro, em quatro dias. Digo isso para
demonstrar que, apesar de os contos serem curtos, não tive a
impressão de um livro breve, que se lê facilmente.
Em primeiro lugar me chamou a atenção
que cada conto, todos narrados em primeira pessoa, tem uma personagem-narradora
diferente. Pensei: o autor sabe que as histórias sempre são
produtos de uma visão pessoal, devidamente contextualizada.
A meu ver, isso é um fator de consistência e complexidade
dos contos, aparentemente despretensiosos.
Numa segunda observação,
noto que todos os contos têm ao menos uma epígrafe. Observar
a relação de cada uma dessas epígrafes com o
conto que a segue pode ser uma outra forma nada simplória de
ler esse livro.
O título é muito bem achado,
ligado diretamente ao número de textos e à data da carta-relato
que constitui o penúltimo conto. Fica um conto para cada dia
daquele mês que só tem vinte e nove dias de quatro em
quatro anos, e por isso é visto como tendo uma aura estranha:
nesse mês as coisas comuns podem parecer diferentes, e coisas
extraordinárias podem acontecer...
SILVIA
ROCHA
Mestre em Gestão Universitária e Poeta
Porto Alegre,16 de fevereiro de 2009
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